Arthur Bispo do Rosário: a relevante arte de um esquizofrênico
Baseada na biografia e nas obras
de Arthur Bispo do Rosário,eu digo que sim.
Ele viveu recluso durante 50 anos,
em um hospital psiquiátrico e foi em um quartinho
apertado que produziu um dos mais intigrantes
conjunto de obras do país.
O sergipano, para reconstituir o mundo,
produzia sem parar, mesmo sob forte
medicação e choques elétricos.
Os companheiros de manicômio o ajudavam
na missão, buscando entulhos e papelões
que serviriam para seu trabalho.
Às vezes ficava meses sem sair do
quarto, numa jornada de 16, 18 horas
por dia.
Mas apesar de sua genialidade,
não se dava o crédito:
“São as vozes que me mandam fazer
desta maneira”.
Era um homem sério, de poucas palavras.
Gostava de andar limpo e ficava semanas
sem se alimentar.
Sentia-se um enviado de Deus,
uma espécie de Cristo.
Como Bispo produzia objetos com diversos
tipos de materiais oriundos do lixo e da sucata, acredito que
em outros contextos a arte dele fosse considera nada mais que lixo.
Ele utilizava sobretudo algodão, mas materiais como
madeira, concreto, linha, plástico, metal e vidro
também podem ser observados nas obras.


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