quinta-feira, 9 de maio de 2013

Apresentação - Koyaanisqatsi: Life Out of Balance






Koyaanisqatsi é um documentário composto “apenas” com imagens e uma trilha sonora. Apenas, entre aspas, porque na verdade a essência do filme é essa: uma sequência de imagens, com acelerações e lentidões, acompanhada da música, cujo objetivo é remeter uma sensação diferente a cada cena (por exemplo, a repetição que nos agita, por vezes irrita, martela).  A escassez de diálogo, nos deixa refletir e tirar algumas conclusões, de acordo com nossa vivência, ao invés de simplesmente assistir e aceitar as emoções que tentam nos impor. O documentário é de 1983, mas ainda sim, bem atual, a não ser pelos automóveis, bem mais coloridos.








Não sei dizer uma só cena que tenha me chamado mais atenção, o filme como um todo é bem interessante
e a fotografia incrível, apesar de não ser nada mais que uma filmagem do cotidiano.







E vou aproveitar para sugerir aos colegas dois filmes, que acredito que só tem a acrescentar, diferentemente desse documentário, eles contam uma "história" apesar da ausência de muito dialógo, com o qual estamos acostumados:

O primeiro é Manhattan de 1979, uma comédia romântica cujo título é justificado por se passar na ilha tão adorada pelo diretor.


E o segundo Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual
filme argentino, de 2011 que é declaradamente inspirado em Manhattan. Neste sentido, se o filme de Woody Allen é uma comédia romântica, a produção argentina envereda pelo mesmo gênero, mas faz uma homenagem menos poética e mais sarcástica no que se diz respeito a forma caótica como tem se dado o processo de urbanização da cidade.






terça-feira, 16 de abril de 2013

Transformações possíveis - Arquitetura não solicitada





 Diante do intenso tráfego de veículos no Hipercentro de Belo Horizonte, surge a necessidade de se criar novas opções viárias. É com base nessas premissas que fizemos uma reflexão á respeito da reivindicação do espaço público.


 Sendo assim, pensamos em uma intervenção urbana que possa transformar esse trânsito caótico, gerando um questionamento sobre a cidade. Dentro disso, surge então, um novo meio de transporte: 

A BICICLETÁXI




Adesivos:





Ariane Barros
Isabella Almeida 
Joyce Puff



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Arquitetura Parasita

Na sombra do poste 
(e do "post")



Eu e a minha mania de ficar observando os interstícios do cotidiano. Era um sábado às 09:00hrs da manhã, mas o sol já estava castigando. Ainda não tinha tido nenhuma ideia pro post, foi quando, num gesto súbito, sentindo o incômodo do calor e a sensação da pele queimando, me escondi na sombra de um poste e logo em seguida percebi que as pessoas que estavam ali, esperando, assim como eu, a chegada do "seu" ônibus, estavam todas enfileiradas na sombra desse poste. Foi aí que surgiu a ideia!







Me afastei pra tirar fotos (as pesssoas a voltam olhavam desconfiadas)
e tive a ideia de fazer "placas" que poderiam ser abertas, assim que os
pedestres sentissem necessidade se proteger do sol.

E ao pesquisar melhor, descobri que essa cena se repete bastante por aí, afinal, muita gente já experimentou, 
num dia de sol escaldante, 
ficar em fileira na sombra de um poste, 
à espera do transporte em algum ponto da cidade.








DAD 1 : PLANTA, CORTE E FACHADA







Representação - Perspectiva 






                                      Representação - Photo Match










sexta-feira, 29 de março de 2013

Transformações possíveis - Arquitetura não solicitada


                                   Bicicletáxi









                    O conceito da Bicicletáxi é: Um meio de transporte não poluente, acessível, simpático e sem dúvida, mais barato que os veículos tradicionais.  Inspirado nos rickshaws indianos, o curioso veículo funciona de uma maneira bem simples: um triciclo com assento para o “motorista” e mais duas pessoas.




                 Pelo mundo, faz sucesso em diversas cidades, não somente para passeios turísticos, mas como um transporte barato, não poluente, e de quebra, com uma vista interessante, já que normalmente não possui portas ou janelas. 





                Além disso, dependendo do trajeto, a bicicletáxi chegaria antes, já que consegue evitar congestionamentos.
Diversas cidades já oferecem o serviço e a nossa ideia seria inserir isso no atual contexto de BH: bicicletas circulando democraticamente entre os carros, ônibus e motocicletas, promovendo uma mobilidade mais ágil e demonstrando nosso amor pela cidade.






Pra finalizar um vídeo de uma música que ilustra bem nossa ideia:



    http://www.youtube.com/watch?v=f-rk9DbItgE




"Mobilidade pelo mundo...
 amabilidade! "






Grupo:
Ariane Barros
Joyce Puff
Isabella Almeida



quarta-feira, 13 de março de 2013

Uma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?


Arthur Bispo do Rosário: a relevante arte de um esquizofrênico


Baseada na biografia e nas obras
de Arthur Bispo do Rosário,eu digo que sim.

Ele viveu recluso durante 50 anos,
em um hospital psiquiátrico e foi em um quartinho
apertado que produziu um dos mais intigrantes 
conjunto de obras do país.

O sergipano, para reconstituir o mundo,
produzia sem parar, mesmo sob forte
medicação e choques elétricos. 
Os companheiros de manicômio o ajudavam
na missão, buscando entulhos e papelões
que serviriam para seu trabalho. 
Às vezes ficava meses sem sair do 
quarto, numa jornada de 16, 18 horas 
por dia.
Mas apesar de sua genialidade,
não se dava o crédito:
“São as vozes que me mandam fazer
desta maneira”.

Era um homem sério, de poucas palavras. 
Gostava de andar limpo e ficava semanas
sem se alimentar.
Sentia-se um enviado de Deus,
uma espécie de Cristo.






Como Bispo produzia objetos com diversos
tipos de materiais oriundos do lixo e da sucata, acredito que
em outros contextos a arte dele fosse considera nada mais que lixo.
Ele utilizava sobretudo algodão, mas materiais como 
madeira, concreto, linha, plástico, metal e vidro 
também podem ser observados nas obras.





Trigésima Bienal de Artes de São Paulo - A iminência das poéticas


PPPP - PRODUCTOS PERUANOS PARA PENSAR


Um coletivo peruano formado por um homem só, Alberto Casari.
            Na instalação intitulada: "Esta indescritível sensação marinha", sete telas em branco são dispostas uma ao lado da outra.









Os materiais utilizados para a pintura? Água do mar sobre tela. Numa tentativa de atingir uma arte "realista" e questionar o que o termo poderia significar (o que pode representar melhor o mar do que uma tela banhada com suas águas?), a sala dedicada ao PPPP apresenta ainda outras peças que completam seu raciocínio. 
         Uma série de 7 caixas para o transporte de obras de arte vazias, bem como outras 7 telas explicando como foi o processo de montagem e a ideia do coletivo. Na parede a inscrição: "Se são artes visuais, porque os artistas fazem coisas que nos obrigam a ficar lendo?".